Quem é a FGV e onde ela está
A Fundação Getulio Vargas organiza hoje concursos de tribunais (TRTs, TJs), carreiras fiscais, Senado e Câmara, além de OAB. Diferente do CEBRASPE, a FGV usa múltipla escolha com 5 alternativas e não tem penalização por erro — o que muda a estratégia: chute sempre, mas chute informado.
O que a distingue é o tipo de pergunta: ela quer saber se você aplica a lei, não se decorou.
Padrão 1 — Casos concretos
"João, servidor público federal, praticou...". A maioria das questões começa assim. A FGV descreve uma situação e pergunta a consequência jurídica. Quem estudou só a letra da lei trava: sabe o artigo, mas não reconhece que ele se aplica ali.
Treino: para cada artigo importante, invente um caso. "Em que situação da vida real isso acontece?" Se não consegue imaginar, você não domina o artigo.
Padrão 2 — Textos longos
Enunciados de 8 a 12 linhas são comuns. A informação que importa costuma estar no meio, cercada de dados irrelevantes (nomes, datas, valores). Leia o comando da questão primeiro (a última frase), depois o enunciado procurando só o que responde ao comando.
Treine com cronômetro: 3 minutos por questão de Direito, 2 de Português. Quem não treina tempo na FGV não termina a prova.
Padrão 3 — Exceções à regra
A FGV adora a exceção. Regra geral aparece nas alternativas erradas; a certa é a exceção. "O servidor em estágio probatório não pode ser cedido, salvo..." — o "salvo" é a questão.
Para cada regra que estudar, liste as exceções em um cartão separado. Elas valem mais pontos do que a regra.
Padrão 4 — Alternativa quase certa
A pegadinha mais frequente: uma alternativa correta em tudo, menos em um termo. "Prazo de 10 dias" em vez de 15. "Pode" em vez de "deve". "União" em vez de "Estados". Você lê rápido, reconhece o conceito e marca.
Antídoto: na FGV, leia cada alternativa procurando o erro, não a verdade. A pergunta certa é "o que está errado aqui?".
Padrão 5 — Jurisprudência recente
Súmulas e teses de repercussão geral dos últimos 2 anos aparecem com frequência, especialmente em tribunais. Não é preciso ler acórdãos: um informativo semanal resumido dá conta.
Priorize STF e STJ nos temas do seu edital; o resto é ruído.
Como estudar para a FGV em 4 passos
- Estude a lei com casos, não com a letra isolada
- Faça 100% das questões da FGV dos últimos 5 anos do seu cargo (e dos cargos irmãos)
- Treine tempo: simulados cronometrados a partir do segundo mês
- Classifique cada erro: lacuna, confusão ou armadilha — na FGV, 60% dos erros são armadilha